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 [Dorama] 1 Litro de Lágrimas

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Dumpling
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MensagemAssunto: [Dorama] 1 Litro de Lágrimas   Qui 17 Set 2009, 23:15



NOME ORIGINAL: 1リットルの涙, Ichi rittoru no namida
ORIGEM: Japão
GÉNERO: Escolar, Romance, Drama
NUMERO DE EPISÓDIOS: 11 + 1 especial
ANO DE PRODUÇÃO: 2005 (exibido desde 11 de Outubro a 20 de Dezembro)
TEMAS MUSICAIS: "Only Human" de K, "Konayuki" e "Sangatsu Kokonoka - 9th March" de Remioromen
ELENCO PRINCIPAL:
- Sawajiri Erika como Ikeuchi Aya
- Yakushimaru Hiroko como Ikeuchi Shioka
- Nishikido Ryo como Asou Haruto
- Jinnai Takanori como Ikeuchi Mizuo
- Narumi Riko como Ikeuchi Ako
- Fujiki Naohito como Mizuno Hiroshi
- Koide Saori como Sugiura Mari
- Sanada Yuma como Ikeuchi Hiroki
- Miyoshi Ani como Ikeuchi Rika
EPISÓDIOS:
Ep 01: ある青春の始まり / O Início de minha juventude
Ep 02: 15才、忍びよる病魔 / 15 anos de idade, a doença que os rouba
Ep 03: 病気はどうして私を選んだの / Por que esta doença me escolheu?
Ep 04: 二人の孤独 / A Solidão de duas pessoas
Ep 05: 障害者手帳 / Caderno de uma pessoa deficiente
Ep 06: 心ない視線 / Olhares sem coração
Ep 07: 私のいる場所 / O lugar onde estou
Ep 08: 1リットルの涙 / 1 litro de lágrimas
Ep 09: 今を生きる / Vivo o agora
Ep 10: ラブレター / Carta de amor
Ep 11: 遠くへ、涙の尽きた場所に / Longe, para o lugar em que as lágrimas secaram

_____________________

A vida toma vários rumos... e nem sempre aquele que desejamos.
Ao ver este dorama, apercebi-me que podemos ser surpreendidos da pior maneira. Não que não soubesse, mas a maneira como é retratada esta rara doença chegou a fazer-me chorar 1 litro de lágrimas... em cada episódio.

Aya é uma menina de 15 anos, filha de uma família simples. O pai, dono de uma loja de tofu, a mãe, Shioka, higienista e os três irmãos, Ako, Hiroki e Rika. Entretanto, a vida de Aya vai, aos poucos, mudando, ao perceber que cai frequentemente e anda de uma maneira estranho. Após uma grande queda em que Aya magoa o queixo, a mãe, Shioka, pede para que Aya vá ao médico para ser examinada.

O médico informa que Aya tem degeneração espinocerebelar - uma doença que deteriora o cerebelo gradualmente até ao ponto que a vítima não pode andar, falar, escrever, ou comer. A doença não afecta a mente nem a memória.

A partir daí começa uma luta desesperada de sua família e amigos à procura de uma chance de cura para Aya.



Baseado na história real de uma menina de 15 anos que sofreu desta doença incurável contra a qual lutou até seus 25 anos Aya Kitō (木藤亜也, 19 de Julho de 1962 - 23 de Maio de 1988). Escrevia um diário onde relatava sua luta diária contra a doença.
O livro surgiu mais tarde intitulado "1 Litro de Lágrimas" vendeu mais de 1,8 milhão de cópias no Japão inteiro.

Suas últimas palavras em seu diário foram: "O facto de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais e mais".

Essa história torna-se mais comovente pelo simples facto de ser uma historia real, permitindo-nos a lançar um novo olhar para o nosso quotidiano e a ver que, por mais que tenhamos problemas, existem pessoas que enfrentam dificuldades ainda maiores e nem por isso desistem.

Palavras da despedida da Escola Regular, quando a doença exigiu que mudasse para uma Escola Especial:


"Acho que há pessoas que sabem que a minha doença não tem cura. Parece que não há tratamento... Um dia, caminhar, levantar-me e falar... não conseguirei mais. foi o que o médico disse.
Durante este ano, as coisas óbvias que podia fazer, uma por uma, deixei de conseguir.
Dentro dos meus sonhos, eu caminho com os meus amigos enquanto converso e jogava basquet correndo imenso.
Ao abrir os olhos, eu vejo o meu corpo não poder mais se movimentar livremente.
Todos os dias acabavam mudando.
Para que eu não caísse, como eu devia caminhar?, como comer rápido o meu almoço?, como... ignorar o olhar das pessoas.
Eu tinha que pensar em cada coisa. Eu não poderia viver assim. vir para o ensino médio, ir para a universidade, trabalhar... o futuro que eu imaginava era dessa maneira... E ficou tudo no ponto zero.
Não conseguindo encontrar um caminho para viver, não conseguindo ver nem uma pequena luz, por causa da doença, eu pensei várias vezes como a minha vida se desmoronou... mas ... mas... apesar de triste é a realidade. mesmo que eu chore não consigo fugir da doença.
Mesmo querendo voltar ao passado o tempo não volta.
Sendo assim, eu mesma, tenho de gostar de como sou agora. Por isso pensei, afinal, depois do meu corpo ficar assim, foi quando eu percebi varias coisas pela primeira vez.
Apenas por estarem perto, sinto me agradecida por ter a minha família, as mãos dos meus amigos, que me apoiam... são tão quentes... ter saúde, e apenas isso, é uma grande felicidade. o facto de eu ter esta doença, não me trouxe só perdas. Esse meu corpo, sou eu. Pode-se dizer que é um obstáculo, um fardo pesado. Eu... sou o que sou agora. Pensei em viver com orgulho. Por isso, eu mesma decidi em ir para a escola de deficientes. diferente de vocês, eu estarei noutro lugar.
A partir de agora, dentro do caminho que escolhi. Passo a passo, eu quero encontrar a luz...
Até que eu pudesse dizer isto tudo a sorrir, para mim, foi preciso, no mínimo, um litro de lágrimas. por isso eu... mesmo que eu deixe esta escola, não pensarei que algo terminou.
A todos, até agora, por terem sido gentis, muito obrigada, de verdade."

Frases do Diário:
-Se eu fosse uma flor, minha vida seria um botão. Esse começo de juventude, quero guardar sem arrependimentos.
-Mãe, dentro do meu coração: existes tu, que sempre acreditas-te em mim. A partir de agora conto contigo. -Desculpa por causar tanta preocupação.
-Porque é que essa doença me escolheu? Destino é algo que não se pode colocar em palavras.
-Quero construir uma máquina do tempo e voltar ao passado. Se não fosse por essa doença, eu conseguiria me apaixonar e não depender de ninguém para viver.
-Eu não direi mais que quero voltar àquele dia, vou viver aceitando o eu de agora.
-Apesar de ter me magoado com esses olhares sem coração, eu percebi que também havia olhares de gentileza. Por isso, eu não vou fugir. Assim eu farei, com certeza, sempre.
-Eu gosto do som das bolas ecoando no ginásio, da sala quieta depois da aula, da paisagem que se vê da janela, do piso de madeira do corredor, das conversas em frente à sala de aula, gosto de tudo. Talvez eu só esteja incomodando, talvez eu não esteja ajudando ninguém, mesmo assim, eu quero ficar aqui. Afinal, aqui é o lugar onde estou.
-Eu agradeço por ser vista igualmente pelos meus amigos. 'Eu passei a gostar de ler graças a você', foi o que me disseram. "Ah, que bom", eu não causei apenas incómodo a elas e, pensando assim, não me importei muito.
-Eu gosto do Colégio Higashi! Eu gosto do professor Nagai! Eu gosto de todos professores daqui.
-Sabes, agora, estou confusa e com medo. É sobre "Escola para Deficientes".
-Felicidade? Tu és feliz? Estou à procura, no fundo do meu coração, para que eu seja feliz.
-Se olhar o céu depois de cair, o céu azul, hoje também, se estende infinitamente e sorri. Eu estou viva.
-Faltam 4 dias até o fim das aulas. Parece que por minha causa, todos estão segurando mil garças de papéis. A imagem deles segurando-os com tanto esforço, guardarei no fundo dos meus olhos: para que eu nunca esqueça, mesmo estando separados. Mas eu queria que dissessem: "Aya, não vás".
-Agora penso que foste muito mimada pelas pessoas! Finalmente percebi. Dependeste demais das pessoas! Por isso, a Youko e a Yoshiko acabaram por se cansar! Percebi tarde demais...
-Não tenho Lugar!
-Eu deixarei o colégio Higashi.
-Foi preciso um litro de lágrimas.
-As pessoas não deviam viver o passado. É o suficiente fazer o possível no presente.
-Os sons "ma", "wa", "ba", e "n" ficaram difíceis de pronunciar. Em vez da voz, só sai vento. Por isso, não consigo me comunicar com os outros. Ultimamente, tenho falado muito sozinha, antes eu não gostava, mas é como um treinamento para a boca, vou fazer bastante. Não vou parar de falar.
-Nos meus sonhos, meus pés já estavam paralisados. Nos meus sonhos, eu já estava sobre a cadeira de rodas.
-Não consigo mais voltar ao passado. Nem meu coração, nem meu corpo.
-Encontro-separação-encontro. Todas as pessoas são seres que não conseguem viver sozinhos.
-A realidade é muito cruel, muito rígida. Não posso nem ao menos sonhar. Se imaginar o futuro, ainda outras lágrimas escorrem.
-Por que motivo eu estou vivendo? Aonde devo ir? Apesar de não conseguir respostas, se escrevo, meus sentimentos melhoram. Estou à procura de muitas mãos, mas não consigo alcançá-las, não consigo percebe-las, apenas sigo em direcção à escuridão, apenas ouço minha voz que grita sem esperanças.
-Não quero falar. Não quero conversar. Tenho medo de soltar as palavras.
-Não consigo me mover, que raiva...
-Será que posso continuar a viver? Mesmo que você não exista, não há nada que restará.
-Amor, não tenho nada além de apenas viver me agarrando a isso.
- Mãe... pai ... doutor... conseguirei casar-me?
-O fato de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais e mais. (últimas palavras no diário).



K- Only Human
(Spoiler com Refrão em português)